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Saúde
Publicada em 28/07/18 às 12:46h - 145 visualizações
Sintomas respiratórios persistentes podem indicar câncer de pulmão

TV Porteiras Online


 (Foto: Apesar do tabagismo ser a principal causa do câncer de pulmão, a neoplasia também acomete não fumantes e fumantes passivos (Foto: Divulgação))
Sintomas como falta de ar, dor para respirar e emagrecimento, associados a tosse persistente, podem significar algo mais sério do que uma simples gripe. Segundo Dr. Carlos Henrique Teixeira, médico oncologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é possível que os sintomas sejam indicativos do câncer de pulmão. 

Um dos tumores mais incidentes no mundo, com cerca de um milhão de casos novos por ano, a doença é a principal causa de morte entre todos os tipos de câncer, sendo responsável por 19,4% de todos os óbitos de câncer no mundo. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), para 2018 estão previstos no Brasil 31.270 novos casos de câncer de pulmão, sendo 18.740 em homens, e 12.530 em mulheres.

"Como os sintomas são, na maioria das vezes, respiratórios, eles podem ser confundidos com quadros mais leves e mascararem a doença, fazendo com que o diagnóstico do câncer de pulmão aconteça em estágios avançados", alerta o especialista.

Outro fator que contribui para o diagnóstico tardio é o aparecimento dos sintomas somente em estágios mais avançados. Além disso, existem mais de 10 subtipos do câncer de pulmão. Entre 80 e 92% são do tipo não-pequenas células (CPNPC), dos quais 43,3% são identificados como adenocarcinoma.

Subtipos

"Identificar corretamente o subtipo da neoplasia é primordial para definir o tratamento mais apropriado e resultados mais eficazes", enfatiza o Dr. Carlos. Por exemplo, entre 22 e 33% dos casos de adenocarcinoma ocorrem em razão de mutações no receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) – subtipo que é mais incidente em não fumantes.

Apesar da letalidade do câncer de pulmão, os tratamentos contra esse tipo de tumor evoluíram na última década. A terapia alvo, uma das principais inovações, atua com maior precisão, geralmente em células do tumor que possuem mutações. O afatinibe, por exemplo, indicado como primeira linha de tratamento para pacientes adultos com câncer de pulmão de não-pequenas células (CPNPC), com histologia de adenocarcinoma e mutações de EGFR, faz parte desta lista de medicamentos de última geração.

"A variedade dos subtipos da doença torna os exames para a identificação exata de cada subtipo essenciais para a escolha do melhor tratamento, como no caso das mutações do EGFR", defende o oncologista. Mas vale ressaltar que geralmente os primeiros exames utilizados para constatar a presença do tumor são os exames de imagem, como a radiografia e a tomografia de tórax.

Além do subtipo adenocarcinoma, há duas outras formas de câncer de pulmão não-pequenas células (CPNPC): grandes células (menos comum, afetando pouco mais de 4% dos pacientes com CPNPC) e o escamoso (aproximadamente 1/4 dos casos de CPNPC).

Causas

Apesar do tabagismo ser a principal causa do câncer de pulmão, a neoplasia também acomete não fumantes e fumantes passivos. O adenocarcinoma com mutações no receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR), por exemplo, é mais incidente em não fumantes.

Dentre as demais causas envolvidas no câncer de pulmão, além do fator genético, estão a inalação de alguns agentes químicos tóxicos e a poluição.

Fonte: Diário do Nordeste


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